“Febrônio Índio do Brasil: Crime, Loucura, Sexualidade e Raça nos anos 1920 e 1930”.

Vagas: 4 (quatro)

Coordenadores: Fernanda Bruno e Mateus Bayer

 

- Data da seleção: 05 de Setembro (terça-feira), 17:15h, no Departamento de Psicologia Geral e Experimental. 

 

Obs: dúvidas e/ou maiores informações devem também ser encaminhadas para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..  

 

 

Apresentação:

Paciente nº 000001 do Manicômio Judiciário do Rio de Janeiro – instituição de caráter até então inédito no Brasil –, o caso médico-legal de Febrônio Índio do Brasil se encontra no cruzamento de uma série de transformações que marcam o início do século XX na sociedade brasileira. Preso em 1927 no Rio de Janeiro, sob a acusação de estupro e homicídio de dois menores, seu processo judicial inaugura as relações do direito com os saberes psicológicos e psiquiátricos no Brasil, sendo o primeiro criminoso a ser considerado louco e, desta feita, inimputável. Entretanto, seus crimes e sua loucura o condenam a ser o primeiro interno do Manicômio Judiciário do Rio de Janeiro, onde morre aos 86 anos, após 57 anos de confinamento.

Pelos crimes terríveis de que foi acusado, pela loucura que o habita, pela utilização de sua “mistura de raças” como argumento médico-legal, pelas “perversões instintivas expressas no homossexualismo com impulsões sádicas” (como diz seu laudo); trata-se, de fato, de uma vida cuja biografia revela não apenas as vicissitudes de uma trajetória individual, como também, e principalmente, a série de valores, saberes, poderes e conflitos de toda uma sociedade e sua época.

Esta rica história, apesar de sua repercussão na impressa dos anos 1920 e 1930, permanece desconhecida ou em grande parte esquecida, tanto no meio acadêmico-científico quanto na memória popular. Essa pesquisa pretende retraçar os discursos que tecem a trajetória deste “caso”, a qual ilustra de modo singular uma série de elementos próprios à complexidade da sociedade brasileira, de seu passado e de seu presente, particularmente no tocante às relações entre crime, loucura, sexualidade e racismo, focos visados neste momento da pesquisa.

 

Mais informações

Apresentação:Paciente nº 000001 do Manicômio Judiciário do Rio de Janeiro – instituição de caráter até então inédito no Brasil –, o caso médico-legal de Febrônio Índio do Brasil se encontra no cruzamento de uma série de transformações que marcam o início do século XX na sociedade brasileira. Preso em 1927 no Rio de Janeiro, sob a acusação de estupro e homicídio de dois menores, seu processo judicial inaugura as relações do direito com os saberes psicológicos e psiquiátricos no Brasil, sendo o primeiro criminoso a ser considerado louco e, desta feita, inimputável. Entretanto, seus crimes e sua loucura o condenam a ser o primeiro interno do Manicômio Judiciário do Rio de Janeiro, onde morre aos 86 anos, após 57 anos de confinamento.Pelos crimes terríveis de que foi acusado, pela loucura que o habita, pela utilização de sua “mistura de raças” como argumento médico-legal, pelas “perversões instintivas expressas no homossexualismo com impulsões sádicas” (como diz seu laudo); trata-se, de fato, de uma vida cuja biografia revela não apenas as vicissitudes de uma trajetória individual, como também, e principalmente, a série de valores, saberes, poderes e conflitos de toda uma sociedade e sua época.Esta rica história, apesar de sua repercussão na impressa dos anos 1920 e 1930, permanece desconhecida ou em grande parte esquecida, tanto no meio acadêmico-científico quanto na memória popular. Essa pesquisa pretende retraçar os discursos que tecem a trajetória deste “caso”, a qual ilustra de modo singular uma série de elementos próprios à complexidade da sociedade brasileira, de seu passado e de seu presente, particularmente no tocante às relações entre crime, loucura, sexualidade e racismo, focos visados neste momento da pesquisa.

 

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